História do Grupo

 1914


 1933


 1973


 1990


 1992 a 1995


 1999


 2002


 2009


 2010


O Grupo Barraqueiro teve a sua origem na empresa Joaquim Jerónimo, Lda, vulgarmente designada por Empresa Barraqueiro.

O nome "Barraqueiro", nasce com os pais de Joaquim e Miguel Jerónimo, os dois dinâmicos irmãos que fundaram a empresa em 1914. Com efeito, João Jerónimo, um respeitado comerciante da Malveira, e Isabel Jerónimo sua mulher, durante uma fase de sua vida foram feirantes que, de barraca "às costas", constituíram a sua fama e a alcunha de "Barraqueiro".

Joaquim Jerónimo adquiriu o seu primeiro automóvel a 3 de Outubro de 1910, iniciando a exploração da camionagem de passageiros em 1915, utilizando um auto-omnibus de marca Americana. Em 30 de Janeiro de 1933, a empresa Joaquim Jerónimo Lda foi formalmente constituída, dispondo então de 5 viaturas para transporte de passageiros, que explorava carreiras no eixo Malveira-Lisboa. Quando em Abril de 1967, a empresa é adquirida pela família Pedrosa, a frota é constituída por 19 autocarros, vendo-se pouco depois aumentada em 3 unidades AEC carroçadas pela UTIC, adquiridas já por Artur Pedrosa. A gestão da sociedade foi cometida ao filho, Humberto Pedrosa, então com 20 anos, que fez crescer o Grupo Barraqueiro à volta daquela empresa.

Em final de 1973, foi adquirida a Henrique Leonardo Mota, Lda., vindo a alargar-se a zona de influência que ficou centrada no eixo Lisboa-Loures-Malveira-Torres Vedras.

Estando as duas empresas fixadas numa das zonas suburbanas da capital que registou maior crescimento nas últimas décadas e que não é servida por caminho de ferro, desencadeou-se um rápido desenvolvimento das linhas regulares e a intensificação de frequências nas carreiras.

A par deste crescimento, limitado por regulamentação a uma zona geográfica bem definida, começou a desenvolver-se uma intensa actividade comercial no aluguer de autocarros para escolas, fábricas e outros serviços ocasionais, o que levou a uma posição de supremacia em toda a região de Lisboa.

Também na actividade turística o Grupo alcançou liderança, com a criação de uma nova empresa em 1981, - a Frota Azul, Lda. - explorando uma frota de autocarros de Turismo e garantindo uma qualidade de serviço que determinou a preferência dos principais operadores turísticos e agentes de viagens nacionais e estrangeiros.

Esta nova empresa alargou a sua actividade ao Algarve, onde, em instalações próprias e mais tarde conjuntamente com a empresa Castelo & Caçorino, Lda, - adquirida entretanto em 1990 - cobriu todo o Barlavento Algarvio; esta última é hoje denominada Frota Azul Algarve, Lda.

O primeiro conjunto de empresas, que iniciou o que mais tarde será conhecido por Grupo Barraqueiro, veio a integrar ainda a Esevel - Estação de Serviço Electro Veloz, Lda., para prestação de assistência e manutenção à frota do Grupo.

Com a reprivatização das Empresas do universo da ex-Rodoviária Nacional, foi sendo constituído o actual Grupo Barraqueiro através da participação daquela que se constituiu como empresa-mãe do Grupo - a sociedade Joaquim Jerónimo, Lda. - em todas as respectivas operações Públicas de Venda realizadas na Bolsa de Lisboa.

O processo, que se desenvolveu entre 1992 e 1995, levou ao domínio accionista na Rodoviária do Algarve, (actualmente EVA-Transportes, S.A.), Rodoviária do Alentejo, S.A., Rodoviária da Estremadura, S.A., Rodoviária de Lisboa, S.A. e Rodoviária do Tejo, o que permite uma clara liderança do Grupo no transporte rodoviário de passageiros, de Lisboa até ao Algarve.

A par de uma necessária alteração de imagem e de um substancial esforço de investimento na renovação de frota, a concentração geográfica da actividade do Grupo Barraqueiro tem permitido a necessária reorganização das Empresas, mediante o adequado aproveitamento de sinergias e, consequentemente, a prestação de um serviço de crescente qualidade.

Consolidada esta política foi adquirida já em 1996, a Empresa Mafrense cuja exploração articulada com outras Empresas do Grupo, permite uma oferta mais frequente e diversificada com reflexos directos na mobilidade, conforto e qualidade de vida das populações.

No ano de 1997 é aberta à iniciativa privada a primeira concessão ferroviária em Portugal, com o lançamento do Concurso para Travessia Ferroviária do Tejo.

Este facto constituiu um marco importante na estratégica de diversificação delineado pelo Grupo Barraqueiro que, já em 1998, lhe vê adjudicada esta concessão cuja exploração arrancou no início do 2º semestre de 1999, através da nova empresa do Grupo, FERTAGUS, S.A..

Ainda em 1999, é lançado pelo Governo o Concurso Internacional para o Projecto, Construção e Exploração da rede do Metro Sul do Tejo (MST).

O Grupo Barraqueiro candidata-se como operador da concessão, liderando um consórcio que integra também as empresas de construção civil, Teixeira Duarte ,Mota - Engil e Sopol, a Siemens como fornecedor de material circulante e que, em consórcio com a Meci, também fornece e instala as infraestruturas electromecânicas.

O concurso decorreu em duas fases durante os anos 2000 e 2001, concluindo-se, já no decurso de 2002, com a vitória deste consórcio, daí decorrendo a adjudicação da concessão, que tem a duração de 30 anos.

O Contrato de Concessão foi assinado a 30 de Julho de 2002, tendo-se iniciado a contagem do prazo de Concessão a 12 de Dezembro do mesmo ano.

Ainda durante o ano de 2002 foi iniciada a reestruturação do Grupo, no que se refere às de empresas de Transporte Rodoviário, que contemplou a absorção da Frota Azul e da actividade de Alugueres da Joaquim Jerónimo pela Rodoviária da Estremadura, a qual veio a adoptar a denominação de Barraqueiro Transportes.

Em simultâneo procedeu-se ao redimensionamento da exploração na área metropolitana Sul de Lisboa, vindo a Rodoviária do Alentejo a concentrar as sua operações exclusivamente nesta região do País.

Em Setembro de 2003 procedeu-se à primeira extensão do serviço da Fertagus, passando a fazer-se a exploração em Lisboa da Estação de Roma-Areeiro, com ligação à linha vermelha do Metro de Lisboa.

Um ano depois, em Outubro de 2004, concretiza-se um importante prolongamento da mesma linha, com a extensão do serviço na margem sul até Setúbal.
A Fertagus passa assim a explorar uma linha com 54 km de extensão entre Roma-Areeiro e Setúbal, constituindo-se como o meio de transporte público mais estruturante da península de Setúbal.

Em Maio de 2007 o Metro Sul do Tejo inicia a 1.ª fase do seu funcionamento (Corroios – C. Piedade), e em Dezembro desse mesmo ano concretiza-se a extensão dessa linha até à Universidade.

Finalmente, em Novembro de 2008, inicia-se a exploração da totalidade da rede do Metro Sul do Tejo que passa a ter 3 linhas em funcionamento (Corroios-Cacilhas, Corroios-Pragal e Cacilhas-Universidade).

Em 2009 o Grupo Barraqueiro, integrando o Consórcio ViaPORTO, concorre à Subconcessão dos serviços de Operação e Manutenção do Sistema de Metro Ligeiro da Área Metropolitana do Porto, concurso que viria a ganhar.
O consórcio vencedor é constituído, para além do Grupo Barraqueiro que lidera, pela Arriva, pela Keolis e pela Manvia.
Esta subconcessão, adjudicada em Janeiro de 2010, é válida por cinco anos (2010/2014), e tem um valor de € 170 M.

Em 2010 a Fertagus, prorrogou o contrato de concessão do serviço de transporte ferroviário de passageiros do eixo norte-sul até 31 de Dezembro de 2019, garantindo a prestação de serviço público numa área metropolitana sem receber, a partir do próximo ano, qualquer comparticipação por parte do Estado.

Em 2011 o Grupo Barraqueiro inicia a sua expansão internacional com a constituição de uma parceria na área dos transportes rodoviários de passageiros em Manaus, no Brasil, através da empresa Vega Manaus. Nesse mesmo ano, avança até Angola com a criação da RodoAtlantic Angola, uma empresa de transporte de mercadorias com sede em Luanda.
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